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Simples Nacional em 2026: split payment, múltiplos CNPJs e o que você precisa saber

O Simples não acabou, mas mudou. Entenda o split payment, a regra dos múltiplos CNPJs e o novo regime híbrido para não tomar susto no caixa.

Kaio Domingos da Cunha·18 de março de 2026

Toda vez que o assunto é Reforma Tributária, alguém pergunta: “o Simples Nacional vai acabar?”. A resposta curta é não. O Simples continua. Mas algumas regras mudaram em 2026 e elas mexem diretamente com o seu caixa e com a forma como você organiza a empresa. Vamos às que mais importam.

1. Split payment: o imposto sai antes de cair na sua conta

Essa é a mudança que mais assusta quem não entende, então vamos com calma.

Hoje funciona assim: você vende, recebe o valor cheio e paga o imposto depois, na guia mensal. Com o split payment, o banco separa automaticamente a parte do tributo no momento do pagamento e repassa direto ao governo. Você recebe só o valor líquido.

A boa notícia para quem está no Simples padrão: se você recolhe tudo pelo DAS, o split payment não se aplica a você. O recolhimento continua sendo via guia mensal, como sempre foi.

Por que então você precisa saber disso? Porque se a sua empresa crescer e mudar de regime, ou optar por modelos diferentes, a lógica do caixa muda. Planejar com antecedência evita aperto de fluxo de caixa.

2. Múltiplos CNPJs agora somam faturamento

Essa pegou muita gente de surpresa. A Resolução CGSN 183/2025 oficializou: se você tem mais de um CNPJ com interligação operacional entre eles, o faturamento vai ser somado.

Na prática: a estratégia antiga de “abrir várias empresas para dividir o faturamento e não estourar o teto” ficou arriscada. Se a soma dos CNPJs interligados passar de R$ 4,8 milhões, todas podem ser desenquadradas do Simples.

Se você usa essa estrutura hoje, é hora de revisar com um contador, antes que a fiscalização revise por você.

Tem mais de um CNPJ e ficou na dúvida? Chame a gente no WhatsApp que a gente analisa o seu caso.

3. O regime híbrido

Surge uma possibilidade nova: o regime híbrido do Simples Nacional. Nesse modelo, a empresa pode optar por recolher CBS e IBS separadamente do DAS, enquanto os demais tributos continuam no regime simplificado.

Isso pode ser vantajoso para empresas do Simples que vendem para outras empresas (B2B), porque permite ao cliente aproveitar créditos. Mas pode não compensar para quem vende direto ao consumidor final. É exatamente o tipo de decisão que precisa de conta na ponta do lápis, caso a caso.

O recado que fica

O Simples Nacional continua sendo um ótimo regime para muita gente. O que mudou é que ele exige mais atenção e estratégia do que antes. Decisões que pareciam automáticas (quantos CNPJs ter, como faturar, qual regime escolher) agora precisam de análise.

Não dá para deixar isso no piloto automático. Faça um diagnóstico gratuito e descubra se a sua estrutura ainda é a que paga menos imposto em 2026.

Próximo passo

Quer aplicar isso no seu negócio?

Faça um diagnóstico gratuito ou fale com um especialista. A gente te mostra o que isso significa na prática para a sua empresa.

Kaio, contador